quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

“MORRIA DE MEDO DE DONA LÚCIA”


Tem assuntos que quando escrevo sei que vou chegar ao coração de alguns e de outros não, chegam fundo em determinadas pessoas, já em outras passa raspando, cada pessoa é um mundo já diz a sabedoria popular, mas tem alguns assuntos que creio são universais, são comuns a todas as pessoas e o de hoje é um desses, O MEDO. Todos já experimentaram de uma forma ou de outra o medo, pra alguns ele se torna um aliado, é aquele que nos livra de algumas situações realmente difíceis, já para outros ele vem se tornando numa maldição, e quando não dominado ele vira uma fobia e assim a ruína de uma vida tranqüila, estou realmente cansado de ver hoje casos do transtorno do pânico, que é uma forma excessiva de medo, mas em todos os casos, embora as respostas sejam diferentes, o medo é um sentimento comum aos seres humanos.
Mas você com certeza deve estar se perguntando, baseado no titulo deste texto sobre o é que ele quer falar? Na verdade vou contar uma situação, quase uma confissão, sobre algo que me passou estes dias e o que eu aprendi com isso, e assim abro meu coração para dizer: morria de medo de Dona Lucia. Com certeza você não deve estar entendendo nada, mas vou tratar de explicar, uma das famílias que o ETERNO me deu como presente a conhecer estes dias foram os Loureiros, família super simpática que com certeza tem algo de muito especial com o ETERNO, o primeiro que conheci deles foi o Diogo, bom companheiro, depois suas irmãs que são realmente poços de simpatia, mas quando vi sua mãe, a Dona Lucia, pela primeira vez não sei explicar o que me aconteceu, tive realmente medo, fiquei meio paralisado, sem saber o que falar, sem saber o que fazer, e não foi nada que ela tenha feito, ou que ela tenha dito, pois não fez, nem disse nada de errado, e com certeza não foi sua aparência que me assustou, pois suas filhas serão realmente belas se herdarem a metade de sua beleza, por mais que eu tentasse me enganar crendo que era apenas um respeito excessivo, o que tinha era simplesmente medo e daí a coisa só foi aumentando, era só falar em ir na casa do Diogo que já mudava logo de assunto, e se fosse o caso de ligar, só depois de uma oração para que o ETERNO fizesse outra pessoa atender, não queria contato o mínimo que fosse e assim fui driblando tudo isso.
Porém tudo isso tinha uma hora para acabar, e eu tinha consciência disso, e esse dia chegou, noite de reveillon, por motivos que deixo escapar desta vez decidi junto com outros amigos, que logo após romper ano com a família iríamos nos encontrar numa tenda que os Loureiros armaram na praia, e assim aconteceu. Fui na minha inocência sem nem imaginar o que aconteceria, me descuidei e quando menos esperei estava, frente a frente com a situação que sempre evitara, estava para ser apresentado a Dona Lucia, e assim aconteceu, e tal foi à surpresa, quando conheci uma senhora gentil, simpática, educada e super atenciosa, que em todas as suas atitudes nos deixou muito à vontade, fiquei tranqüilo, feliz em estar errado e um pouco envergonhado de ter deixado que tudo isso me tomasse e me impedisse de a ter conhecido antes, hoje tudo passou.
Cada coisa que vivo me faz pensar muito, e vocês sabem que nos meus pensamentos “viajo um bucado”, estava outro dia associando isso com nossa relação com Deus, muitas vezes por mais que pensemos que seja respeito, nossa relação com o ETERNO não é nada mais do que uma relação de medo, medo do inferno, medo do castigo, medo do desconhecido, por muito tempo Deus esteve longe em minha vida, e por mais que os sermões me dissessem o contrario, queria era manter tudo como estava, não gostava do deus que me mostravam, e não foi nada de momento, foi algo que foi crescendo dentro de mim desde criança, principalmente quando escutava uma musica terrorista que vinha da casa do meu visinho que dizia: “deus é amor, mas também é justiça, não brinque com deus, pois ele esta na sua mira!”, e assim a única imagem que tinha dele, era a de um velho sádico com uma arma de raios nas mão, babando pela oportunidade dada por um deslize meu para me acertar. Foi então que fui apresentado a Ele, e assim tudo mudou, só amamos o que conhecemos, como não procuramos conhecer Deus o que nos resta é teme-lo, mas tudo isso pode ser diferente, pois ele está agora armando uma tenda perto de você, dentro de você, maluco pra passar um momento com você, e assim ter uma oportunidade de conhecer e ser conhecido, de amar e ser amado e assim experimentar o que nos fala o poema sagrado que diz: “O verdadeiro AMOR lança fora todo o medo!”.
Eu experimentei, com Dona Lucia e com Deus, e não me arrependi, vai tentar?!



com Carinho,

Clarence Santos

3 comentários:

renata morato disse...

é neh meu velho,minha mãe tbm te dá um pouco de medo neh?.ela tem cara de braba mas é um amor de pessoa.é só ir com calma, agradá-la um pouco q com o tempo ela pode pensar em te dar um sorriso(tô brincando).ela tem um coração do tamanho do mundo,pena q a imaginação dela tbm seja(em alguns casos,e o pior é q é sempre quando não se deve imaginar muito)extensa e influenciável.mas daí isso jah fica pra quando vc escrever um texto relacionado a algo parecido,aí eu concluo esse ou começo outro comentário.cara,te adimiro em tudo o q vc faz,q Deus sempre mantenha essa luz em sua vida.bj grande.

Camila Loureiro disse...

Li o texto para Dona Lú, ela riu muitooooo. E questionou: Pq ele tinha tanto medo de mim? Adorou... Não sei se sabes, mas sua essência é excêntrica e irreverente. De fato, Clarence, o medo é enclausurado pelo desconhecimento. É como embrenhar-se num imenso deserto, descalços, sem água e camelo. Tornamo-nos frágeis e suscetíveis, recolhidos num casulo lapídeo. Mas é vital senti-lo, para adentrarmos nas fendas de nossas limitações. A aflição do porvir faz silenciar os impulsos desmedidos. Apesar de acreditar que a inquietação é a mola propulsora da argúcia. Com a dúvida, abrimos a janela da imaginação. A analogia entre o medo de Deus e de mãe é corajosa. Mas concordo integralmente com Nietzche que “quanto mais abstrata for a verdade que pretendes ensinar, maior deverá ser arte em seduzir os sentimentos.”

Bijocas... Camila Loureiro.

Camila Loureiro disse...

Li o texto para Dona Lú, ela riu muitooooo. E questionou: Pq ele tinha tanto medo de mim? Adorou... Não sei se sabes, mas sua essência é excêntrica e irreverente. De fato, Clarence, o medo é enclausurado pelo desconhecimento. É como embrenhar-se num imenso deserto, descalços, sem água e camelo. Tornamo-nos frágeis e suscetíveis, recolhidos num casulo lapídeo. Mas é vital senti-lo, para adentrarmos nas fendas de nossas limitações. A aflição do porvir faz silenciar os impulsos desmedidos. Apesar de acreditar que a inquietação é a mola propulsora da argúcia. Com a dúvida, abrimos a janela da imaginação. A analogia entre o medo de Deus e de mãe é corajosa. Mas concordo integralmente com Nietzche que “quanto mais abstrata for a verdade que pretendes ensinar, maior deverá ser arte em seduzir os sentimentos.”

Bijocas... Camila Loureiro.