quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sem gaiolas... pombos livres...


Ontem tava conversando com um criador de passarinhos, dai lembrei da historia que tenho contado pra vocês sobre os pombos livres, tudo começou assim...


Quando era guri, e estudava na escola moderna piaget, ficava fascinado por uma casa que mais parecia um bosque, um grande jardim, e no fim da casa, presa a parede, varias caixas abertas, e nas caixas pombos, no meio do jardim um banco, onde um senhor ficava alimentando os pombos, que praticamente o cobriam, ficava pensando, porque eles nao voam embora, nao tem correntes, grades, eram livres...


Dai fiquei imaginando o homem se enamorando mais por uma bela pomba, que tinha o habito diferente dos outros pombos, nao gostava de comer dos grãos que ele colocava no chão, mas se aninhava a seu colo, e pegava aquela deliciosa comida de suas mãos... sempre fazia a mesma coisa... sempre a mesma pomba... o pobre velho solitario adorava aquilo, decidiu que nao queria mais ficar longe daquela linda e fragil pomba... e passou a noite em sua garagem construindo uma pequena gaiola pra ela, colocou comida, uma bandeijinha de agua, uma casinha bem feitinha... e pela manha foi mostra-la a sua linda pomba... ela olhou... olhou... mas nao entendeu muita coisa... "quero estar com voce velho amigo, por puro prazer, por pura vontade", o pobre homem nao entendeu, tentou prende-la, mas ela fugiu, ainda amava o velho, mas tinha medo, o que ele tinha era demais pra ela... ela voou, foi embora, as vezes de longe observava o velho amigo, sentado em seu banco, com a gaiona no colo, esperando por sua pequenina... tinha vontade de descer, mas a gaiola a empedia, descobriu praças lindas da cidade, lindos jardins, mas o coração ainda estava no colo confessionario e acolhedor de seu velho amigo.


Um dia ele desistiu de esperar, quebrou a gaiola e sentou-se a observar e alimentar os outros pombos, quando ela viu o velho amigo sentado novamente no jardim, sem gaiola nas mãos, com as mãos e o coração aberto a alimentar, ela voutou e só ai ele entendeu... Amar é a arte de criar pombos livres , que vão, voam em praças, migram, mas ao anoitecer, na hora fria do dia, voltam para casa, onde nao há donos, gaiolas ou prisoes, só a casinha aberta e o velho amigo sentado com seu saco de grão nas mão...


O martelo nas maos... gaiolas no chão...

Um comentário:

Dáfni disse...

me indentifiquei com essa história namorei por um bom tempo e me sentia presa em uma gaiola ñ estava por prazer,amor,carinho estava lá porque ñ tinha alternativa.O amor cresce quando se tem espaço pra isso quando ele é acorrentado e reprimido se torna magoa