sexta-feira, 28 de agosto de 2009

   
"Fear is delírium,
fear is delírium,
fear is delirium..."
Aquelas palavras soavam como musica, uma canção que tocava a sua alma.
- Não, Obrigado. Eu não posso aceitar!
Ele recusou.
Não conseguia lembrar aquele futuro, não conseguia esquecer o passado, por isso ele simplesmente recusou o presente.
- Como? Como assim 'não posso aceitar'? É presente, você não pode recusar.
- Nunca recusei seus presentes, ainda os tenho todos, juntei tudo e guardei num baú chamado passado. O passado esta cheio de velhos presentes.
- Então livre-se dessa tralha toda, e aceite esse novo que trago em minhas mãos, pertence a você.
- Não posso me desfazer deles. Pra mim, presente é como vinho, quanto mais velho melhor.
- Então o que quer que faça com esse Agora?
Essa pergunta o fez calar, murmurou no seu interior: "Como pode um morto tomar decisões?" Depois de um longo silencio respondeu:
- Dê para alguem que esteja interessado no futuro.
Afastou-se da janela, pegou uma faca e caminhou em direção ao baú.
Ajoelhado ao lado do baú, perguntava-se: "Como pode um morto tomar decisões?"
Levou a faca aos seus punhos e morreu abraçado ao passado.

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