sábado, 27 de fevereiro de 2010

“Saudades...”

Estava quase adormecendo quando ouvi sua voz forte porem suave ao meu ouvido.

Você estava deitada no sofá ao lado, quando o ventilador soprava sentia os fios de teu cabelo tocar de leve meu rosto.
Te olhei, teus olhos verdes e vivos acompanhavam um belo sorriso que se desenhava em teu rosto, antes que sua boca balbuciasse ao meu ouvido... “Calma...”

Meu rosto ainda estava marcado com os caminhos das lagrimas que o rasgaram pouco antes,Caminhos que desenhavam a saudade talhada em meu coração
O amor sentenciado a viver da lembrança nessa ausência.

Mas você insiste... “Calma...”

Resolvo te escutar, guardo o teu rosto uma ultima vez na memória
Fecho os olhos e sinto adormecer,
Durmo...



Clarence Santos



“Não sei se estava sonhando, ou aconteceu assim dessa forma,
A certeza é a de que o coração estava cheio de saudade dele,
Quando ela apareceu e me acalmou...”


Para “ela”, Tata
E “ele” Clarence

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

“PASSEIO”


Caminhei sentindo a areia gostosa da praia entre os dedos
Andei em direção a água,
O mar estava calmo,
Entrei na água em algo como um lago formado pelas pedras e corais ali
Quando o sentei tudo o que sentia era o vai e vem das pequenas ondas
A sensação era gostosa, apaixonante
Junto as mãos dentro d’água e tento guardar o mar
Impossível, logicamente impossível
Penso e tento segurar como ao mar tudo o que amo e acho belo
Impossível, logicamente impossível
Levanto e vou embora,
Levo no corpo o sal da água
Guardo na mente a memória do dia
Levo no coração a saudade
Guardo na boca o gosto do beijo...



Clarence Santos



“Outro dia
Sentado na praia,
Meu violão sentiu tantas saudades
Que tive a impressão
De ouvi-lo tocar sozinho...

Saudades de tu...”

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

BRINCANDO COM PALAVRAS

Hoje tava pensando que estava sem muita inspiração,
Estava equivocado,
O que tinha era coisa demais passando em minha cabeça,
Palavras que dançavam sem ordem,
sem cadencia,
livres,
Como queriam.

Tentei domesticá-las,
Em vão.

Elas não são como as palavras da academia,
Bem treinadas, educadas, podadas
Essas tem vida própria, são logus,
Filhas da poesia,
Amigas da filosofia,
Alegres,
Crianças traquinas brincando em minha mente,
Não consegui segura-las,

Daí então,

Decidi brincar com elas.

O DIA EM QUE PERDI O JUIZO

Outro dia me peguei olhando pra trás
E achei que não tinha muito juízo.
Mas hoje pensei,
Na verdade,
É que acabei recolhendo pelo caminho
Juízo mais do que o necessário,
E só agora percebo que não dá pra andar com todo esse peso.

Vou soltar algum pelo caminho,
perdido
Só assim da pra andar sem medo pela praia a noite,
Deixar a mente pensar o que quiser e como quiser,
Besteiras a vontade,
Ser mais leve, feliz!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Vinte e dois Lírios..."


Este é o amor provavel
Provado na beleza
Dos lirios
Do que voa as flores
Das cores
Que seduzem
Introduzem no coração
O que falta
Elemento da saudade
Do medo
Da vida
Que precisa respirar
O perfume
Dos lirios
E do amor...



Clarence Santos

Ps: esta escrevi a muito tempo, quando ainda estava estudando teologia, ´pra uma linda borboleta que na época voava pelo colegio americano batista...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

“UMA QUASE NOITE DE UM QUASE AMOR...”

Estou presa na tela do computador, os olhos vidrados e a ansiedade me tomando toda, desde ontem que não converso com você, você saiu de nossa ultima conversa dizendo que teria uma surpresa e não voltou mais e me deixou com a saudade de tuas ultimas palavras...



Revejo a conversa que salvei e em cada palavra que leio meu corpo se arrepia todo, cruzo as pernas e aperto com força, fecho os olhos, levanto a cabeça e te imagino aqui comigo, te sinto poderosa me tocando, descruzo as pernas e levemente vou descendo minha mão pelo pescoço, passeando entre os seios, tocos os biquinhos, estão arrepiados como sei que você gosta... Desço, devagar... Passo direto para a parte interna da coxa, estou arrepiada... Vou subindo e toco minha buceta, ta molhadinha, minha calcinha ensopada de tesão só de pensar em você... Ao me tocar por cima da calcinha sinto como que um choque me tomar, tremo, quase gozo... Paro, olho o MSN e você não esta, o meu tesão se transforma em tristeza... Saudade...

Pego o copo de achocolatado que esta na mesinha do lado e dou um gole.

Alt+Tab = Olho tua foto aberta ainda em meu computador, você sentada, olhinhos puxadinhos, mexas loiras e um biquinho que parecia me convidar...

Alt+Tab = Olho de novo o MSN, na espera de tua entrada...

É difícil sentir tudo isso, é novo me imaginar tocando um corpinho delicado de mulher, é sedutor...

Já é tarde, decido ir dormir e começo a fechar as coisas no computador quando paro na ultima tela aberta, a tua foto.

O quarto esta escuro iluminado apenas pela luz do monitor. Na mesinha minha baguncinha habitual, canetas soltas, espalhadas, minha bruxinha feita de durepox e bolinhas de gude, rabiscos soltos de minhas poesias não acabadas. Puxo as pernas pra cima da cadeira e as cruzo como em posição de meditação, me encosto, fito teus olhos na foto, olho como se você estivesse me vendo, fecho os olhos e imagino você comigo, sinto novamente aquela vontade de te ter, minha mão esquerda desce para entre minhas pernas, enquanto a direita toca meu peito direito, aperto, logo me percebo completamente molhada novamente. Respiro fundo, abro os olhos, e te fito de novo, é quando meu transe é atrapalhado pelo celular que vibra na bancada, de logo me assusto como se tivesse sido pega num flagra, um sorriso se ensaia em meu rosto, me sinto boba, estico a minha mão e pego o telefone, olho o display, vejo o numero, a única coisa que percebo é o prefixo, 011... Sinto um frio percorrer meu corpo, continuo olhando ainda sem atender, desço a perna e deixo meu pé direito tocar de leve o chão, lembro de ter te dado meu numero, mas você nunca havia ligado, “será?” esse é o pensamento que passa pela minha mente, desço a outra perna, fico de pé, dou dois passos pelo quarto escuro, atendo, escuto uma voz doce de menina me dizendo alo e deixando um sorrisinho gostoso escapar enquanto fala, pergunto quem é, mas a resposta que ela me dá é um pedido pra que olhe pela janela.

Dou mais um passo e ainda com o celular no ouvido olho pela janela que esta entreaberta, a noite esta escura, apenas um poste no outro lado da calçada com a luz fraca ilumina uma pequena área, enquanto um taxi se afasta silencioso vejo a silueta de uma mulher se formar, mochila nas costas, celular no ouvido, sorriso no rosto;

- Ainda não acredita – pergunta ela, gaguejo, mas não consigo responder, ela da um passo a frente ficando no foco da luz do poste e pergunta se não vou recebê-la, desliga o celular, o coloca no bolso de uma forma delicada e sensual, coloca a mão na cintura, a outra segura na alça da mochila que desce por baixo do braço acentuando a beleza dos seios que antes só tinha visto por foto, tiro o celular desligado do ouvido e o coloco em cima da mesa, corro ate a porta para abrir, vejo você atravessar a rua e chegar perto da porta, sinto teu cheiro doce e suave trazido por uma leve brisa que acaricia meu rosto, fecho os olhos e respiro fundo, é como um suspiro doce que se desfaz na saliva de minha boca, abro os olhos e te observo andar, me prendo na beleza de teu sorriso, percebo duas mexas loiras que descem por trás de cada lado de teu cabelo negro realçadas pela noite escura, você chega perto, tira a bolsa e vem em minha direção, fico imaginando o que você fará...

Você chega, toca meu braço e vem em direção de meu rosto, sinto meu coração palpitar imaginando teu beijo, você encostou teu rosto no meu, sinto a diferença da suavidade de tua pele, sinto tua respiração gostosa e você me da um beijo, nossos lábios se tocam no cantinho da boca uma da outra, fico boba, pego tua mochila e te convido a entrar, deixo você passar e te olho andando, entrando em minha casa enquanto a observa em cada detalhe, a única coisa que consigo falar é uma pequena palavra que escapa enquanto você passa por mim... Louca! Você apenas sorri.

Ainda estava meio boba de te ter ali em minha casa, você já havia ido direto para o meu quarto, perguntou se podia tomar um banho, disse que sim e te dei uma toalha, perguntei se você estava com fome, respondeu que não, que já havia comido no aeroporto. Você entrou no banheiro e eu corri para frente do espelho para ver como estava, uma blusa confortável, rosa de alcinha, sem sutien, um short curtinho e uma calcinha branca de algodão, duas tirinhas apenas do lado, com umas rosinhas bem delicadas desenhadinhas nela. Comecei a ajeitar o cabelo quando você logo saiu do banho, só de toalha, o corpo ainda molhado, cada gota que escorria pelo teu corpo eu me imaginava lambendo, elas davam um brilho todo especial ao teu corpo, você abaixou um pouco, a toalha curta me deixou ver um pedacinho de teu bumbum, fiquei vidrada olhando, você percebeu, mas fingiu não ver, abaixou mais um pouco como se procurasse algo por trás da bolsa deixando ver um pedacinho da tua buceta, senti um calor me subir, uma vontade de te agarrar, mas me contive, estava morrendo de tesão.

Você falava, mas confesso que nem prestava atenção, só te olhava e imaginava em estar com você, em sentir teu corpo, mas também ficava apreensiva, nunca tinha estado com outra mulher antes, o que faria? Como faria?

A toalha caiu no chão, vi teu corpo nu, você colocava a calcinha, virou e me pegou babando, deu um sorriso safado, os olhinhos puxados me fitando, então começou a caminhar em minha direção, chegou bem perto, com a boca ao lado de meu ouvido e o corpo me tocando de leve me perguntou; gostou do que viu? Dei um sorriso, você coloca a mão em minha cintura subindo por minhas costas, esta fria, me arrepio, de frio, de tesão, sua outra mão passa pelo meu rosto e segue em direção a minha nuca, se encontra agora emaranhada em meus cabelos cacheados e ruivos, você então meu beija, sinto teus lábios tocarem os meus, tua boca pequena e delicada deslizar pelos meus lábios, sinto então tua língua pequena invadir minha boca, estou morrendo de tesão, sinto uma mordidinha gostosa, tua mão desce para perto de meu bumbum e me puxa, nossos corpos estão colados, paro o beijo para tirar minha blusa, você enfia a mão dentro de meu short e o tira, voltamos ao beijo agora sentindo teus seios lindos e durinhos tocarem os meus, coloco minha mão na tua nuca e com a outra aperto tua bunda, tua pele branca reflete tesão, subo minha mão e toco teus seios, aperto e te vejo se contorcer deixando escapar um gemido delicioso...

Você me empurrou para a cama, fico meio sem ação, sem saber o que fazer, minha calcinha esta notoriamente ensopada de tesão é quando você tira sua calcinha, com os olhos vidrados em mim, tua pele branquinha, teus seios lindinhos, num tamanho ideal, cabiam direitinho em minha mão, tua barriga linda, perfeita, enxuta desço minha visão, meio sem graça e vejo tua buceta, lisinhas, perfeita, parece apenas um risco em teu corpo, molhada, lambuzada, tiro a visão, você da um sorriso e começa a subir na cama, vem engatinhando em minha direção com uma carinha de safada, chega bem pertinho é quando me abro, digo que não sei o que fazer, você com cara de safada diz que me ensina, me da um beijinho na boca, deita por cima de mim, uma perna por dentro das minhas, a outra se abre deixando tua buceta molhada roçando em minha coxa, te puxo, dou um beijo e te aperto contra mim enquanto levanto um pouco a perna pra roçar com mais força minha perna em você, sinto aquele calor gostoso, molhado, delicioso, jogo minha cabeça pra trás e sinto aquele choque gostoso me tomar é quando você me morde gostoso o pescoço enquanto aperta as pernas...

Você pegou minha mão e conduziu por entre tuas coxas, a colocou em cima de tua buceta, estava molhada, colocou tua mão por cima da minha mão e apertou delicadamente, deixei meu dedinho escorregar por entre os lábios dela, estava molhadinha, entrou suavemente, estava pela primeira vez dentro de um corpo feminino, senti tua temperatura, estava me queimando de prazer, comecei então um entra e sai cadenciado, gostoso, você, de olhos fechados, mordendo os lábios como quem ta adorando aquilo, começo então a aumentar o ritmo e te vejo se contorcer toda de prazer, teu néctar escorria por entre meus dedo, foi então que enfiei o segundo dedinho, você então me apertou a perna, começou a subir tua mão por dentro de minha coxa esquerda, arranhando de leve ate chegar a minha gruta molhada de excitação, sem muito arrudeio enfiou dois dedos em mim, na hora tive um orgasmo delicioso, enfiei com força meus dedos na sua enquanto você me masturbava de forma frenética, foi então que você tirou sua mão, lambeu os dedos molhados de meu suco, foi descendo lambendo minha barriga segurou em meus joelhos abrindo minhas pernas, me arrepiei toda, foi então que lambendo minha virilha escorregou a língua pra dentro de meus grandes lábios, começou a mexer procurando meu grelinho, encontrou, rebolei em teu rosto, sentindo tua língua dentro de mim, você me chupava e se masturbava, segurava tua cabeça e te puxava como querendo que você entrasse toda em mim, você levanta, me olha, vai subindo, beijando minha barriga, lambendo meus seios, mordiscando meu pescoço, foi então que me beijou, senti meu gosto, meu cheiro em tua boca, você deitou por cima de mim, enfiou tua perna por entre as minhas, roçava tua coxa em minha buceta e eu na sua, nos abraçando, se roçando como se fossemos um só corpo, gozamos juntas, tremendo de prazer, sentindo teu corpo quente e delicado sobre o meu...

Nessa hora escuto o barulhinho do MSN, alguém me chamava, não ligo, ouço de novo, agora alguém me chama a atenção, abro os olhos e então percebo com tristeza que estou só, apertando o travesseiro entre minhas pernas, ele esta molhado, e eu, acordando...

Olho a tela do computador é você me chamando, te digo um oi meio sem graça, você responde e logo me diz que acabou de acordar, teve um sonho comigo, uma lagrima me desce nos olhos, sento e leio, é quando você me conta o sonho, você estava em pé na frente de minha casa, me ligando e me olhando pela janela...





Clarence Santos

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A CRIANÇA E O PALHAÇO (OU A SAGA DO PALHAÇO TRISTE)

Pobre homem
Cansado
Castrado em seus sonhos
Reflete,
Decide.

Toma nas mãos uma bela taça de cristal
Bebe, vermelho e espesso sangue de bode
E ascende-se,
No balcão
Uma bela vela preta
Acende.

Logo
Face a face
Frente ao espelho
Conversa
Condescendentemente
Consegue
Consigo
Com demonios.
Toma as tintas
Da
Arte
E com arte
Marcam e escondem
As marcas do rosto.
Um falso sorriso
Perene
Pendurado
Pintado em sua boca,
Aquela calva peruca vermelha
A velha roupa branca de palhaço
Um laço de corda bem dado ao pescoço
Lança
Se lança
E faz assim
Da criança

A alegria.






Clarence Santos




O SONHO!

Hoje, depois de um sonho ótimo me lembrei do poetinha, Vinicius, quando escreve “Eu não existo sem você” diz; “... todo grande amor só é bem grande se for triste...” e foi ainda com o sonho da noite anterior na cabeça que passei o dia cantarolando essa musica...


... Você estava com uma blusa amarela, deitada na cama, olhando o computador. O olhar na tela, mas a mente perdida em pensamentos. Enquanto lia o texto estampado na tela de fundo preto, parava, olhava para o alto e mergulhava em um mar profundo, era sedutor.

De longe te olhava, e com um sorriso de satisfação no rosto tentava entrar naquele mar profundo, escuro e lindo, cheio de vida que eram seus pensamentos.

Dei um passo à frente querendo chegar perto, mas hesitei um pouco, aquela cena que se pintava na minha frente era tão perfeita que nem os mestres da arte conseguiriam reproduzi-la, não queria borrá-la, mas a sedução que me tomava era maior, começava com o bater forte de meu coração, com aquela reação química circulando por todo meu corpo e se refletindo em mais um passo.

Você me percebeu, me olhou, deu um sorriso daqueles que de tão cheio de beleza tem o poder de ascender a lua. Cheguei mais perto e fui subindo na cama, coloquei primeiro meu joelho direito, me apoiei com a mão esquerda, enquanto a direita procurava teu corpo. Deitei ao teu lado, o coração batendo mais forte levado pelo ritmo de tua respiração, subi minha mão direita pelo teu corpo começando pelas pernas, passando pelo braço, quase nem tocando, pulei para o teu rosto e toquei, nosso olhar parecia ligado, não conseguia desviar de teus olhos, os meus dedos desciam pelo teu rosto como dedilhando um piano numa melodia suave de leve sendo levado para tua nuca e se emaranhando nos teus cabelos, te puxo pra mais perto de minha boca. Sentindo tua respiração forte e ofegante, se encontrando com a minha, o calor da tua boca tocando de leve a minha, te puxei. Beijei. Entrei naquele maravilhoso mar, te senti... Acordei...

Nessa hora, sem saber se ainda sonhando ou acordado sou tomado pelo poetinha... “eu sei e você sabe que a distancia não existe, que todo grande amor só é bem grande se for triste, por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer, que todos os caminhos me encaminham pra você...”



Clarence Santos