quinta-feira, 22 de abril de 2010

“POESIA DO (NO) COTIDIANO”



Há poesia?

Me pergunto o dia inteiro,
Em minha mente,
Minha alma,
Meu coração
Há poesia nessa luta?
Tento ver nas linhas da vida, da luta e não consigo ver
Não consigo ler,
Minha mente adormecida pelo dia, pelo cotidiano
Meus olhos fechados, e a pergunta continua...

Há poesia?
É quando sou sacudido pelos amigos poetas que moram em mim
Nietzsche, T.S. Eliot, Pagu, os Andrades, Mario, Osvaldo
Drumond, o Profeta Vinicius...
Acordo, abro os olhos...
A poesia dança em minha frente,
Com seu vestido colorido
Beleza, a poesia guardada nos quadros do dia a dia
No salto esperançoso do Honestino
Na fumaça que quase encobre o sorriso guardado entre a barba de Che
No sorriso dos que lutam e lutam sem perder esperança
Na estrela que brilha nos olhos de um velho que sonha
Na foice que corta o ar, abrindo os caminhos de quem pode voar
No martelo que bate no ritimo do coração, da musica alegre
Na união da juventude que canta, dança e se alegra
E então respondo ao meu coração...

Sim, sim
Há musica
Há beleza
Há dança
Há poesia

Clarence Santos

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Mar e eu


Moro perto do mar, da praia...
nunca paro pra ve-lo, as vezes nem lembro que esta lá,
só quando passo no onibus, de relance
ai da uma vontade de parar, dar um mergulho,
caminhar com os pés na areia, depreocupado, desarmado


Tenho um mar dentro de mim
hoje resolvi parar porlá
joguei minhas coisas na areia
tirei o sapato e as roupas pesadas que
me incomodava
me senti livre
solto
tranquilo
sem pesos
mergulhei nesse mar
e vi uma bolha sair das funduras
trazia uma palavra,
"a" palavra
cobiçada pelo eruditos
cantada pelos poetas

relaxei...
me entreguei ao mar
e "a" palavra...

Clarence Santos
 
"Sobre a falta de inspiração,
dentro de mim existe um mar, de palavras,
onde guardo minha inspiração
tem dias que as coisas estão muito corridas
esqueço dele, são meus hiatos,
tem dias que o vejo da janela do onibus,
tem dias que me entrego, mergulho e vivo..."