quarta-feira, 12 de maio de 2010

“Exilado...”

Hoje pensei:
É engraçado esta coisa de saudade,
O como ela vem e vai,
O porque ela vem e vai...
O vai nem tanto, porque geralmente ela só vem...
É ai que me lembro de uma doença que me disseram que dava nos negros escravos,
Tristeza enorme que tornava inuteis todas as belezas...
Banzo é o seu nome...

E é perdido nestes pensamentos
Nascidos depois de uma saudade estranha que tive,
Saudade do que ainda nem tinha vivido
Mergulhado em desejos de lembranças
Que esculto o sussurrar melodico da Cecilia Meireles:
Já se ouve o cantar negro.
Que saudade, pela serra!
Os corpos, naquelas aguas,
- as almas por longe terra.
Em cada vida de escravo,
Que surda, perdida guerra!”

Depois de um sinlencio repito uma frase pra mim mesmo:
-“ Os corpos, naquelas aguas, as almas por longe terra”
Não só uma poesia
Esta é uma canção de exilio,
e exilio é:
“Quando o desejo anda por lugares onde o corpo não pode ir.”
Começo a entender  meu sentimento
O que tenho é saudades...
Exilado estou...


Clarence Santos 

3 comentários:

Catarina disse...

Eu tb. O que tenho é saudades. E saudades tb do que "não" vivi. Adorei o texto, adorei. E compartilho do mesmo sentimento.

lah disse...

Banzo...dói,dói,dói,pq sentimos saudades?achei alguem que me entenda um pouco,adorei! parabens, esta muito bom!

Sheyle disse...

SAUDADE É BOM