quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

“QUANDO A SAUDADE TEM NOME DE ESPERANÇA”

Fechei os olhos e derrepente uma luz vermelha,
Vermelha bem clara, como o dia, e era assim a visão.
Uma bela praia, areia branca, um outro mundo.
Ela caminhava pela praia, branca como o dia,
Bela como uma Deusa.
A pequena princesa da sabedoria dançava ao seu redor
Como um ritual, um culto dionisíaco, brincante, alegre
Ao seu redor bacantes tocam  percussão,
Enquanto os sátiros tocam o Aulos.
Entro na festa, no ritual
Reconhecendo uma individualidade encarnada.
É quando sinto uma luz forte penetrar meus olhos,
Acordo e vejo que o sonho se foi,
Mas a saudade não.
Saudade de algo que não vive,
Pelo menos não fora de meus sonhos.
É a essa saudade que damos o nome de ESPERANÇA!

Clarence Santos