terça-feira, 13 de setembro de 2011

“A POESIA PARA FERNANDO” (ou “A Poesia de Fernando")


Foi sentado no onibus, que tudo aconteceu,

Sentindo de forma agradavel, enquanto olhava ao nascente
O Sol, que me envolvia completamente, como num abraço,
Ele se desenhava ao meu lado como uma pintura, perfeita, bela.
Coloco os fones no ouvido, e quando menos espero, ele senta ao meu lado,
O Fernando.
Conversa, brinca, desenha quadros em minha mente, canta...
Poucas vezes senti tão agradavel sensação, na verdade, a muito não sentia,
A poesia prevalecia,
Arte,
Beleza,
Encanto...
E quando olho no seus olhos, ele começa,
Pinta-me como palhaço,
“Homem pintado com piadas...”
E sorrindo deixo que no toque suave do maquiador
A tinta se espalhe no meu rosto,
Sorriso eterno estampado/pintado na face, beleza,
A poesia encanta,
Feitiçaria perfeita,
A vida nascendo em palavras,
E é nesse momento, que sem ao menos esperar,
Espontanea,
Intrometida,
Uma lágrima desce pelo meu rosto,
Mas não de tristeza,
De emoção diante da beleza, da perfeição, da arte...
E é numa antropofagia perfeita que sinto tudo envolver-me
Fazer parte de mim.
Outra lágrima desce desmanchando a maquiagem,
Mas não consegue desfazer o sorriso desenhado no rosto...

Clarence Santos
“Texto inspirado na Musica ‘Eu não sei na verdade quem eu sou’ de Fernando Anitelli do Teatro Mágico.”