segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Desse amor de que tenho saudades...


Tenho saudades do Amor,
Mesmo tendo tido grandes amores, toda hora fico morrendo de saudades daquele amor guardado nas minhas entranhas, nos meus sonhos, daquelas de tirar o fôlego, e não necessariamente pelo que algum já me fez, mas sim pelo que ele pode fazer comigo.
Tenho vontade de viver um desses,
Mas sem agonia, falta de ar, recheado de respeito, liberdade e segurança,
 Sem posse, sem donos, só amantes apaixonados,
O que me traz ao pensamento o que um amigo-mestre, chamado Martorelli, me falou um dia,
Disse que amar assim era como criar pombos soltos, livres...
O que foi fácil concordar, e explico o porque...
Quando era pequeno em Jaboatão sempre que ia a escola saia um pouco mais cedo de casa para ver algo que adorava,
No caminho da escola havia uma casa curiosa, ela mais parecia um bosque, um grande jardim, e lá no fim da casa, presa a parede, varias caixas abertas, e nas caixas pombos, no meio do jardim um banco, onde um senhor ficava alimentando os pombos, que praticamente o cobriam para comer os grãos que ele jogava para eles, em algumas horas, mais parecia uma dança o que faziam ao seu redor, e junto aos pombos, vários outros pássaros sempre apareciam e por ali também ficavam, tranquilos...
Porém o que mais me intrigava era o fato deles não voarem, sumirem, irem embora, eram livres, mas ficavam por ali, conheciam a imensidão dos céus mas preferiam estar ali naquela casa, saiam mas sempre voltavam para aquele lugar, gostavam, se sentiam seguros, amados, respeitados...
O que me intrigava mesmo era como aquele senhor conseguiu isso... Como desenvolveu essa arte de sem gaiolas e arapucas, ter pássaros livres ao seu redor...
Acredito as vezes que a arte de amar, desse amor de que tenho saudades, deve ser assim, como a arte de criar pássaros livres...

Clarence Santos


Foto: Coletivo Casa de Marimbondo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

“De meu pequeno mundinho...”


As vezes sento aqui para escrever, e em minha mente decido,
“Olha, hoje vou escrever algo mais ativista, político, engajado”,
Mas ai.... nada
Sou egoísta, egocêntrico, megalomaníaco as vezes,
Quando sento pra escrever, o mundo gira ao meu redor,
Meu mundo,
Meu mundinho...
Onde tudo o que faço e sinto mexem com ele...
Onde meus sentimentos têm poderes
Onde minhas tristezas escurecem o dia com nuvens chuvosas
Onde minhas mudanças de humor modificam os sabores de tudo
Onde minhas paixões criam água... Na boca,
Criam borboletas na barriga,
Criam beleza nos mais inóspitos dos cantos...
Mundo onde o amor que tenho tem um poder tal,
Capaz de fazer da pequena lua, mais brilhante,
E as vezes de tão pesada desse amor,
Chega mais perto da terra, cheia desse amor, linda...
E nisso me acalmo
Sinto-me mais responsável com minha tarefa...
Sinto-me mais engajado, ativista...
Ativista do que sinto,
Do amor,
E de com tudo isso
Modificar um mundo, em apenas,
Ser...

Clarence Santos

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

"Brinquedo quebrado..."


O que mais me doeu foi quando ela me olhou com aquela cara de quem acabava de descobrir algo muito ruim e me falou...
- Você está quebrado! È incapaz de amar outra pessoa... “ela” te quebrou e você vai passar o resto da vida esperando tê-la de volta e se consertar...
Aquilo me trouxe sentimentos dos mais tristes e belos possíveis, mas me fez ver também o quanto ela me é especial, escravo de minha misantropia, a espero, e espero mesmo que pelo sonho, com o coração cravado pelo medo da realidade que possa acontecer...
Ela virou e foi embora, não sem antes me dizer que não se deve provocar o que não se pode dar, mesmo que da forma mais sincera possível.
Então, sem pensar muito, peguei o telefone e liguei pra “ela” e lhe disse:
- Sabe, É que essa coisa não fica mais fácil... Escutei coisas sobre mim que acho que eu mesmo jamais saberei...
E “ela”:
- Quer saber?! Não deveria ser tão duro com você mesmo. Esse é meu trabalho...
E o que me sobrou foi a solidão de um amor distante aquecendo o coração e a dose de JD...

Clarence Santos

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Brincar de saudade...


A Saudade é tão brincalhona 
que as vezes até se esconde no futuro...
as vezes a gente não consegue encontra-la.
A saudade do que pode acontecer...
Do que nunca aconteceu...
Do que nunca acontecerá...
Pelo menos não mais...



Clarence Santos

(Imagem Memeto - Coletivo Casa de Marimbondo)

sábado, 15 de setembro de 2012

“Saudade em vermelho e branco”


E ele insistentemente falava em saudade
O que a deixava intrigada, pois não entendia do que tanto sentia...
“mas se não tem ninguém distante, como pode sentir saudade?”
Ele respondeu com uma pergunta,
“Por onde anda tua saudade?”
Ela começou a entender menos ainda...
E ele dizia:
“Saudade diz o teopoeta,
É amor mais ausência, falta...
As vezes não de alguém, mas até de algo,
Que ficou no passado,
Que viaja por terras distantes,
Que em momentos até se esconde num futuro...
Assim é saudade, um amor ausente que desconhece espaço e tempo...”
E ela com um sorriso interessado e sapeca no rosto
Retorna a pergunta como uma brincadeira maliciosa...
“E agora, por onde anda tua saudade?”
Ele fitou o olhar nos belos olhos dela
O sorriso se desenhando delicadamente no canto esquerdo da boca
Respondeu...
“No futuro... no vermelho carmim de teus lábios,
No beijo guardado em dias a frente que espero ansiosamente próximos...”

Clarence Santos

De quando atendi o pedido da jovem poeta


“Não me ame mais...”
Foi o que me disse a jovem poeta a alguns anos atras,
Deu o ultimo gole na cerveja, levantou e se foi...
Mas ficou, ficou a lembrança de bons dias juntos,
De boas historias,
De bons momentos,
De noites ardentes,
Mas no final,
“Não me ame mais...” ela dizia,
Aquilo me doia a alma,
Ausencia do quente que meu corpo pedia sempre,
Das noites de devaneios regados a bebidas dos filosofos
Da necrofilia da arte musical
Inebriante em cada noite de festa em que se tornavam todas,
Mas no final, tudo termina num pedido,
“Não me ame mais...”
E por fim, resolvi, atendi...
Não amei mais,
Não amo mais,
Não mais amarei...

Clarence Santos

domingo, 5 de agosto de 2012

“A brincadeira das palavras...”


Sempre fui meio pai das palavras que brincam em minha mente
São crianças sapecas  que vão e vem, e quando me dou conta, já estão fora
Brincando no quintal,
Fico apreensivo, pai cuidadoso, chamo-as para dentro
Brigo, mas não tenho resposta que não sejam os sorrisos que me soltam
Alegres me convidando a brincar com elas, e vou...

Clarence Santos

MENINA LUA...


Ela hoje estava toda estranha,
Envergonhada, toda sem jeito,
Escondida em meio as nuvens
O maximo que conseguia
Eram alguns sorrisos bobos, escondidos no canto da boca,
Combinados com timidos olhares que me lançava quando estava distraido...
Mas confesso que gostei disso tudo,
Era bonitinho,adimirava mais ainda ela...
Mas não era sempre assim,
Havia dias em que ela aparecia toda cheia,
Linda, Iluminando toda a noite,
Mas hoje Bastaram umas poucas palavras para ela já puxar uma nuvem,
E pintar aquele lindo quadro...
E foi neste momento  que me encantei por ela
Pelo  misterio guardado nessa linda timidez
Seduzido por essa timida menina rara,
...Pela menina Lua...

Clarence Santos

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Estórias de um dia de chuva...


Quando a primeira gota de chuva caiu e escorreu pelo meu rosto, minha primeira reação foi instintiva... Procurar um lugar pra me abrigar. Olhei para um lado e outro e o único que vi foi uma pobre arvore desprovida de folhas, nem recorri...
Comecei a andar mais rápido na tentativa e esperança de encontrar outro lugar para abrigo ou que a chuva diminuísse porem nem um nem outro decidiram me ajudar, desisti, deixei pra lá, diminui o passo e me rendi a chuva...
Pra minha surpresa não me incomodou, gostei. A cada gota que caia, se multiplicava em minha face gostava mais, lembrei do tempo de menino, de criança, de quando começava a chover e esperava um descuido de minha mãe pra correr pra fora e brincar naquele grande chuveiro que se abria pra mim, e ele se abriu de novo, o coração das alegrias de criança começou a bater novamente, tocar o coração em cada gota de chuva que tocava meu rosto, meu corpo.
Um calor cheio de alegria me tomava a despeito do vento frio que teimava em soprar e cada pingo me limpava do cansaço e tristezas de um dia cheio...
E neste misto gostoso de sensações físicas do coração ao resto do corpo minha mente se enchia das coisas da alegria...
Das brincadeiras de muleque na rua...
Das musicas nas aulas de piano...
Das poesias despretensiosas de adolescente...
Das alegrias de uma juventude bem vivida...
Dos dias de alegrias com irmãos criados em outros lares...
Dos sorrisos bobos que ainda solto a despeito das dores do dia-a-dia...
E até no fim do dia,
das estórias contadas no pé do ouvido da pequena menina lua...

Clarence Santos

segunda-feira, 18 de junho de 2012

E as formigas de asa brincam na lampada


Tinha uma época que tudo era gostoso,
O que torna as coisas sacramentos.
Dias como hoje por exemplo,
Cheiro de terra molhada depois do fim da chuva forte
O aconchego de casa mas o friozinho gostoso,
A luz do poste refletida no chão molhado dava um ar gostoso ao dia
E no fim, aquele cheirinho de formiga de asa
Que saia do buraco quando chovia assim
Pra ficar brincando nas lampadas de casa...
Sagrado
Gostoso
Saudoso
Sentir tudo de novo, mesmo sem sentir de fato...
Tempo bom

Clarence Santos

quarta-feira, 18 de abril de 2012

...

E quando ela se foi para outro estado,
Eu também fui...
Ela de corpo,
Eu de corpo,
Alma,
Espirito
E coração...

sábado, 7 de abril de 2012

O sorriso da sabedoria

Depois que de mim nasceu a sabedoria me tornei imortal
Tomei a conscienci de que algo em mim viverá mesmo na morte
Algo/alguem que vai me levar,
No que ensinei,
No que falei,
Na genetica,
Ou mesmo no sorriso pequeno, molhado e salgado de saudade
Que se deixa escapar no fim do dia,
Com as cores do crepúsculo.


Clarence Santos

De quando fui vencido

Quando olhei ela estava sentada na mesa da frente, estava linda, cabelos soltos, livres, como o sorriso que deixava escapar a cada fração de segundos daquele belo crepúsculo de sábado. Minha mente viajava em muitos caminhos mas sempre parava naquele sorriso, e ela entretida naquela conversa gostosa com suas amigas que mesmo longe, parecia que eu estava participando, tamanha a atenção que guardei aquele belo sorriso.
Foi quando então ela rapidamente olhou pro lado onde estava e me flagrou desenhando-a com meus olhos...
Olhou rápido,
Tirei a vista,
Mas logo voltei, queria ver se ela estava olhando, se teve interesse, se tinha percebido, foi então que percebi que ela voltava a conversa com as amigas fiquei meio frustrado, ate que, como que para surpreender ela volta o olhar e me fita, dessa vez não tiro meu olhar, ela olha rapidamente para baixo, como que em fuga, mas desiste, e com o rosto ainda um pouco voltado para baixo ela fitou fixamente os olhos nos meus.
Nessa hora gelei, fiquei animado, empolgado, mas nervoso, ela percebeu, tomou conta da situação, dona do momento, foi quando deu seu golpe final, um sorriso pintado delicada e maliciosamente no canto da boca, discreto, mas que invadiu meu coração como uma flexa, senti o folego me fugir,
taquicardia,
suor,
fui vencido...
Ela, com seu trofeu, voltou a conversar com suas amigas...
Eu, com meus amigos, ria só, de alegria por ter sido vencido...

Clarence Santos

(Desenho de Oscar Niemeyer)

“Volta bailarina...”

Mas ela invadia todos os meus sentidos com sua dança
Visão,
Audição,
Olfato,
Tato,
Paladar...
Mas o que mais intrigava era como conseguia entrar em minha mente
Ser dona de meus sonhos, desejos
Em cada movimento, em cada balanço de seus quadris
De minha mente vinha uma corrente que me tomava todo o corpo
Acelerava coração, sentia sem duvidas e sem pudor meu sangue correndo mais rapido
Não conseguia parar,
Não queria,
Mas logo ela sumia, desaparecia, me deixava...
E meu corpo viciado pedia, implorava,
“Volta bailarina... Não se pode sumir assim...”
Quando se deixa um gosto tão bom na boca de alguem
Se volta antes que o gosto se vá...
Da boca,
Do corpo inteiro...
Da mente, dos sonhos, dos desejos
Do contrario... é maldade...
E sentia meu corpo viciado pedindo, implorando,
“Volta bailarina...

Clarence Santos

“O intimo desconhecido meu”

Hoje a pouco havia um homem estranho em meu banheiro,
Rosto cansado, cabelos meio grisalhos,
Olhar perdido, meio triste, procurando algo lá longe onde se guardam os sonhos.
Nos encaramos por alguns segundo
Até que num meneio de cabeça sinalizei minha pergunta,
“E ai?”
E ele me devolveu a pergunta com os mesmos movimentos...
Olhei-o em seus olhos e ele fez o mesmo,
Foi quando então cansei, apaguei a luz e sai.
Enquanto saia me perguntava,
“Quem abriu aquela janela la onde ficava o espelho?”

Clarence Santos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O segredo de uma borboleta...


Foi numa tarde chuvosa que a encontrei
Batia no vidro de minha janela insistentemente
Até que parou e pousou em meu ombro.
Olhei-a com uma expressão questionadora
E ela respondeu...

"Quem espera sempre alcança,
 alcança...
 ...cança...
 cansa...
 cansa..."

Clarence Santos e a Borboleta

terça-feira, 3 de abril de 2012

"Perguntaram-me se acredito em Deus... (2)"

E mais uma vez essa semana me perguntaram se acredito em Deus, essa pergunta sempre vem quando sabem que sou pastor protestante (licenciado... rss) e me veem degustando o delicioso cachimbo que carrego. Sempre que isso acontece  primeira coisa que penso é sobre o amigo Rubem Alves, e reflieto, e lembrando dele me pego a tentar decifrar o que de fato quer dizer acreditar, talvez só a muito pouco tempo tenha imaginado que talvez a palavra acreditar não seja a melhor forma de falar sobre Deus...
Lembrei do que ouvi, de que as palavras são como bolsos, elas carregam significados diferentes de acordo com cada dono delas, assim é Deus, palavra que carrega tantos significados, daí comecei a conversar com a pessoa a respeito das coisas que carrego no meu “Bolso com nome de Deus”, ela areceu não gostar, disse que mais parecia um bolso de criança, cheio de brinquedos...
Deus é o misterio, a beleza, o que não da pra imaginar, pensar em Deus é errado, é isso que diz Alberto Caeiro, Pensar em Deus é desobedecer a Deus, se Deus quisesse que acreditassemos nele ele apareceria e diria “estou aqui”. Mas isso nunca aconteceu.
É como o ar, não penso no ar, mas o tenho todas as horas de minha vida, se fosse asmatico numa crise tudo o que falaria era “Ar, ar, ar...” a gente fala daquilo que nos falta. As pessoas que falam demais em Deus são asmaticos espirituais,, estão sempre com medo de que ele lhes falte.
Manoel de Barros dizia “Vivo muito bem sem Deus, mas não consigo viver sem o ‘misterio”, sem o ‘sagrado’, sem a ‘beleza’. As coisas que não existem são mais bonitas” e isso me faz lembrar de um poeminha grandioso da Cecilia Meireles:
"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."
E é isso que penso, não em acreditar, acreditar é palavra fraca pra isso,não acredito, mas vivo, experimento esse misterio, essa beleza. Os que mais amam a Deus são os que não acreditam que ele existe, e a despeito disso vivem o misterio, continuam a ter saudade, e se encantar com a beleza que veem no mundo, no jardim das delicias...




Clarence Santos




"Abertamente influenciado por Rubem Alves..."

"Quando sonhei com teu cheiro"

As vezes não conseguia diferenciar,
teu cheiro aparecia do nada,
mas não sabia se estava em meu corpo ou em minha mente.
Nasceu do sonho de ontem a noite
quando na solidão de minha cama 
te sentia
te sonhava,
te vivia,
no corpo,
na vida,
na saudade de tudo o que me trazia o cheiro de tua respiração...  




Clarence Santos

domingo, 25 de março de 2012

... É, Quando o dia nasce é sempre triste,
Derrama sua saudade no choro/orvalho assim que é acordado pelo sol,
Saudade de tudo, mas principalmente das cores do crepúsculo...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sobre as cores da solidão...

 
Outro dia tava dizendo que queria ta morando em São Paulo,
pelo menos solidão por la é clichê...

Ai a 
Aline Lopes lembra:

- o Zeca baleiro que canta isso viu... 


...mais solitario que um paulistano....

E a gente ri...
E ela continuou:

- Teve uma entrevista, que uma reporter perguntou ao Zeca sobre o trecho da musica...

Fez um silencio daqueles que nos deixam extremamente curioso, e perguntei...

- E ele?

- O Zeca? o Zeca respondeu...que o paulistano não é tão solitario, o problemas são os prédios, tão cinzas, dai fica meio solitário...

Fez uma pausa pensativa e soltou

- Vai saber...

Risos...
e olha pra mim com a sinceridade que lhe é inerente e fala

- Mas a tua vida esta longe de ser cinza Clarence, tua vida é colorida com as cores do amor, da alegria e da vida, eternidade... não sei qual cor pode representar tudo isso, mas você tem ela com toda certeza

Falei com o olhar perdido no nada...

- Talvez isso seja o que de fato dói, o fato de acostumar com cores fortes e depois vê-las mais claras, desbotadas...

- Mas continuam sendo cores... não se apaga, fica clara, mas depois volta forte que até arde os olhos

- É Aline, você também é bem colorida, e além, uma das maiores pintoras da vida que conheço, obrigado por isso, assim você me fez muito bem...

- Acho que sou colorida por ter medo da solidão, mas é isso, a vida passa, e o amor fica cada vez mais forte...


Clarence Santos
Aline Lopes

Foto Coletivo Casa de Marimbondo

sábado, 11 de fevereiro de 2012

"O gosto salgado de tristeza"

Ela vinha de longe  porem já me encontrava com o seu olhar
Guardava no canto da boca um sorriso discreto, belo
Sorriso carregado de mistério
Daqueles que mesmo no meio de uma multidão consegue observar algo que mais ninguem viu...
Logo se apressou
Chegou ao meu lado e disse:
Seus olhos hoje brilham mais que o normal, brilho diferente...”
Foi quando ela abaixou,
E carinhosamente me beijou no olho
E percebeu que o brilho de meus olhos
Tinha o gosto salgado de tristeza...

Clarence Santos