sábado, 7 de abril de 2012

“Volta bailarina...”

Mas ela invadia todos os meus sentidos com sua dança
Visão,
Audição,
Olfato,
Tato,
Paladar...
Mas o que mais intrigava era como conseguia entrar em minha mente
Ser dona de meus sonhos, desejos
Em cada movimento, em cada balanço de seus quadris
De minha mente vinha uma corrente que me tomava todo o corpo
Acelerava coração, sentia sem duvidas e sem pudor meu sangue correndo mais rapido
Não conseguia parar,
Não queria,
Mas logo ela sumia, desaparecia, me deixava...
E meu corpo viciado pedia, implorava,
“Volta bailarina... Não se pode sumir assim...”
Quando se deixa um gosto tão bom na boca de alguem
Se volta antes que o gosto se vá...
Da boca,
Do corpo inteiro...
Da mente, dos sonhos, dos desejos
Do contrario... é maldade...
E sentia meu corpo viciado pedindo, implorando,
“Volta bailarina...

Clarence Santos

Um comentário:

Camila Mendes disse...

Belo, muito belo..!