quinta-feira, 26 de julho de 2012

Estórias de um dia de chuva...


Quando a primeira gota de chuva caiu e escorreu pelo meu rosto, minha primeira reação foi instintiva... Procurar um lugar pra me abrigar. Olhei para um lado e outro e o único que vi foi uma pobre arvore desprovida de folhas, nem recorri...
Comecei a andar mais rápido na tentativa e esperança de encontrar outro lugar para abrigo ou que a chuva diminuísse porem nem um nem outro decidiram me ajudar, desisti, deixei pra lá, diminui o passo e me rendi a chuva...
Pra minha surpresa não me incomodou, gostei. A cada gota que caia, se multiplicava em minha face gostava mais, lembrei do tempo de menino, de criança, de quando começava a chover e esperava um descuido de minha mãe pra correr pra fora e brincar naquele grande chuveiro que se abria pra mim, e ele se abriu de novo, o coração das alegrias de criança começou a bater novamente, tocar o coração em cada gota de chuva que tocava meu rosto, meu corpo.
Um calor cheio de alegria me tomava a despeito do vento frio que teimava em soprar e cada pingo me limpava do cansaço e tristezas de um dia cheio...
E neste misto gostoso de sensações físicas do coração ao resto do corpo minha mente se enchia das coisas da alegria...
Das brincadeiras de muleque na rua...
Das musicas nas aulas de piano...
Das poesias despretensiosas de adolescente...
Das alegrias de uma juventude bem vivida...
Dos dias de alegrias com irmãos criados em outros lares...
Dos sorrisos bobos que ainda solto a despeito das dores do dia-a-dia...
E até no fim do dia,
das estórias contadas no pé do ouvido da pequena menina lua...

Clarence Santos

Um comentário:

Angel disse...

Fiquei com um nó no peito...saudade da chuva da infância... ela nunca mais foi a mesma!!