sábado, 15 de setembro de 2012

“Saudade em vermelho e branco”


E ele insistentemente falava em saudade
O que a deixava intrigada, pois não entendia do que tanto sentia...
“mas se não tem ninguém distante, como pode sentir saudade?”
Ele respondeu com uma pergunta,
“Por onde anda tua saudade?”
Ela começou a entender menos ainda...
E ele dizia:
“Saudade diz o teopoeta,
É amor mais ausência, falta...
As vezes não de alguém, mas até de algo,
Que ficou no passado,
Que viaja por terras distantes,
Que em momentos até se esconde num futuro...
Assim é saudade, um amor ausente que desconhece espaço e tempo...”
E ela com um sorriso interessado e sapeca no rosto
Retorna a pergunta como uma brincadeira maliciosa...
“E agora, por onde anda tua saudade?”
Ele fitou o olhar nos belos olhos dela
O sorriso se desenhando delicadamente no canto esquerdo da boca
Respondeu...
“No futuro... no vermelho carmim de teus lábios,
No beijo guardado em dias a frente que espero ansiosamente próximos...”

Clarence Santos

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