sábado, 23 de março de 2013

A luz do “dia de dar nome”


E tem umas horas que isso tudo aperta um bucado...
Nesses momentos em que não se está nem esperando e de súbito você aparece,
Naquele copinho de suco esquecido ou
Na tampa da mamadeira perdida em cima da geladeira...
No biscoito esquecido no canto da cama quando a pinta da galinha te chamou a atenção ou
No cheiro gostoso que esqueceste aqui no travesseiro...
Na manchinha do tapete que desenhasse quando por ali brincava ou
No beijo que sinto todas as manhãs mesmo quando não estas...
E nestas horas que ascendo a luz do “dia de dar nome” que guardo pra lembrar
De quando chamei teu nome como um sacramento...
Sofia...

Clarence Santos

Um comentário:

Diana Cei disse...

alguem um dia profetizou a verdade: que um poeta deve sofrer de amor! Sò assim pode escrever de um amor... Amigo querido quero que saibas o quanto de verdade vi nesse poema, te vi poeta, sofredor por este amor, que nem sempre e infelizmente è sentido por poucos...